A Qualidade de Vida de Idosos Pode Ser Comprometida Pela PTOPHOBIA! Entenda Esse Fenômeno.

 

O envelhecimento é considerado um processo natural e inevitável que com o passar do tempo ocasiona mudanças na capacidade funcional do organismo tornando o idoso mais vulnerável a influência de fatores extrínsecos (interação do idoso com o meio ambiente em que vive) e intrínsecos (agravos de saúde vinculados ao próprio organismo), além dos agravos decorrentes das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) e relaciona-se a alterações fisiológicas como o declínio da força muscular, devido aos parâmetros reduzidos de massa muscular e alterações ósseas, além do déficit de equilíbrio e da lentificação do tempo de reação, resultando em quedas e afecções crônico-degenerativas em idosos.

As quedas são consideradas uma das síndromes geriátricas mais incapacitantes e preocupantes, pois repercute em vários âmbitos na vida do idoso (econômico, social e de saúde) tendo etiologia multifatorial como: sexo feminino, idade avançada, tontura, consumo de medicações variadas de uso contínuo, declínio cognitivo, presença de doenças crônicas, pior desempenho físico, ambientes com superfícies escorregadias e iluminação insuficiente. É importante entender as características das quedas, os mecanismos e circunstâncias para traçar o perfil do idoso caidor e desenvolver estratégias de avaliação e intervenções. Os indivíduos mais acometidos por quedas são mulheres, aposentados, com baixa escolaridade, na faixa etária acima de 70 anos, além dos idosos que usam medicamentos regularmente e possuem múltiplas comorbidades.

A queda normalmente está associada ao aumento da fragilidade e vulnerabilidade do indivíduo e alguns comportamentos como sedentarismo e ausência de atividade física elevam o risco de quedas e diminuem ainda mais a capacidade funcional na velhice. Deste modo, torna-se fundamental o investimento em ações de promoção da saúde e prevenção às quedas de forma a mudar positivamente a qualidade de vida dessa população.

O medo de cair (Ptophobia) descrito como consequências psicológicas e comportamentais de uma queda sofrida por uma pessoa idosa vem chamando atenção da comunidade científica e remetido a várias reflexões, podendo ser considerado um fenômeno multifatorial que acomete o idoso que já caiu alguma vez na vida bem como o que não vivenciou nenhum episódio de queda. Há 3 elementos diferentes que devem ser levados em consideração quando se fala em medo de cair: o cognitivo, o fisiológico e o comportamental, onde em conjunto facilitam o entendimento do contexto da fobia e uma melhor estimativa do risco de quedas.

É um fator de risco de quedas e determinante da funcionalidade e qualidade de vida do idoso, levando a restrições da atividade e participação, reduzindo a confiança e a capacidade para evitar novas quedas. Esta restrição pode originar declínio funcional, atrofia muscular, falta de equilíbrio, alterações da marcha, limitação da capacidade física, depressão, isolamento social e outras repercussões negativas na qualidade de vida dessa população, sendo necessário, portanto, implementar intervenção multiprofissional para o seu reconhecimento a fim de prevenir quedas com técnicas e recursos destinados a esse público além de adaptações no âmbito social e domiciliar que reside esse idoso.

Por: Eduardo Felipe da Conceição

Acadêmico do 10º período de Fisioterapia do Centro Universitário Mario Pontes Jucá – UMJ (Maceió/AL).

Um Comentário em “A Qualidade de Vida de Idosos Pode Ser Comprometida Pela PTOPHOBIA! Entenda Esse Fenômeno.

Níveo Marques
4 de agosto de 2020 em 13:14

És um excelente profissional
Parabéns

Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *